Caminhos

Caminhos
Porque não pode haver outra forma senão a de existir tal como somos...

quarta-feira, 6 de julho de 2016


há em mim um inimigo
por nascer
e em ti uma arma por içar
há flechas doces a sair dos meus olhos
alvoradas indistintas no teu sorriso
e paisagens feéricas no calor da tua voz
temos armas embainhadas por dentro do sangue
e flores irreais à superfície da pele
por entre estes beijos ousados
falta saber quem somos

GA




















Edição 2016 das Pastinhas da Casa de Infância Dr. Elysio de Moura, onde se incluem alguns dos meus poemas inéditos.
A foto de Coimbra foi tirada hoje de manhã da varanda da Casa da Infância de onde se vê a outra margem de Coimbra, uma vista soberba!



Apontamento histórico:

(texto retirado do site da Universidade de Coimbra, Notícias UC)

"A Venda das Pastas é uma tradição com mais de 70 anos que acontece sempre durante a Queima das Fitas, com o objetivo de ajudar a Casa de Infância Doutor Elysio de Moura. Ao longo do ano, as crianças da Casa de Infância preparam réplicas em miniatura das pastas dos estudantes. Reproduzidas com as cores das faculdades da Universidade de Coimbra, as “pastinhas” guardam poesia.

O uso da pasta surge no seguimento de uma outra tradição. Quem o afirma é o presidente da Casa de Infância Doutor Elysio de Moura. Manuel Ferro conta que “a Queima das Fitas vai entroncar na tradição da queima da sebenta há cento e tal ano atrás”. A sebenta, que era queimada no final do curso, era muitas vezes guardada “em pastas atadas com fitas”, conta o responsável. “É daí que surgem as fitas das pastas de hoje”, revela. Ao longo do tempo, as fitas tornaram-se um “símbolo da vida académica” e, de acordo com Manuel Ferro, “a questão de se escolher a pastinha foi precisamente por causa do valor simbólico que a pasta tem para a vida académica”.

A iniciativa é, atualmente, uma forma de angariar verbas, que vão direcionadas para as salas de lazer da Casa de Infância Doutor Elysio de Moura".

Reportagem realizada por Ana Zayara, estudante de Jornalismo na FLUC, e Rosana Vaz, estagiária Projeto Imagem, Media e Comunicação da Universidade de Coimbra.