às vezes os Domingos são metáforas cinzentas
e sobrevém o nada e o vazio das vozes
com a distância cada vez mais curta entre os amantes
e a faiscar como trovoada seca
no meio da noite fria
que pulsa dentro das veias [...]
ainda que haja brados que te pesem
e se agigantem dentro de ti
e as paisagens interiores se desumanizem
e desfigurem
oculta ainda que
nunca desvendes uma parte do teu mistério
porque dentro dele está o encanto perpétuo
para que o silêncio não seja maior que o silêncio
e não fira os ouvidos nem canse os olhos
como um deserto incolor
e sobrevém o nada e o vazio das vozes
com a distância cada vez mais curta entre os amantes
e a faiscar como trovoada seca
no meio da noite fria
que pulsa dentro das veias [...]
ainda que haja brados que te pesem
e se agigantem dentro de ti
e as paisagens interiores se desumanizem
e desfigurem
oculta ainda que
nunca desvendes uma parte do teu mistério
porque dentro dele está o encanto perpétuo
para que o silêncio não seja maior que o silêncio
e não fira os ouvidos nem canse os olhos
como um deserto incolor
Graça Alves