Ao eu – II
Acordo
de mim estranha em cada dia
Com
o meu ser à minha frente, eu atrás
Quando
o apanho ele foge em correria
E
esconde-se, volátil e sagaz.
À
vinda vem despido de alegria
Quer
mãe, mas o meu colo é incapaz.
Aquilo
que buscava não havia
E
o que queria encontrar não traz.
Que
procura o meu ser que em mim não tem?
Desolada
pergunto e ele nada diz.
Refeito
da ilusão, da vã demanda
Já
novamente se vai, não se detém
E
eu temo a sua queda de aprendiz
Impotente, só ele me comanda.
Graça Alves, in Cores do Silêncio











