Absurdos são os
contornos dos dias em que esmagamos o silêncio contra as paredes da casa e
renascemos das noites de amargura para viver outra vez. Somos páginas soltas à
deriva no espaço. Podíamos dar as mãos neste intervalo, que tem o tamanho
triste de uma vida, mas estacamos renitentes aos abraços.
Os ventos que nos rumam sopram em direcções
contrárias. O medo oprime-nos enquanto sorri e acena-nos de todas as
frestas com uma ilusória bandeira da paz.
















